O Banco do Brasil paralisou os atendimentos internos de uma agência por causa da falta de segurança, desde a última quinta-feira (31), em Guajará-Mirim (RO), a cerca de 330 quilômetros da capital Porto Velho. Os clientes só estão podendo usar os caixas eletrônicos instalados na própria agência para fazer saques, mas os atendimentos internos estão suspensos.

O banco decidiu suspender o serviço de atendimento interno após um estelionatário tentar sacar R$ 2,5 mil com documentos falsos, na última quarta-feira (30), e quebrar o vidro da porta giratória para fugir de uma abordagem policial.

Com aproximadamente 47 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o município conta apenas com esta agência do Banco do Brasil para atender a população na área de fronteira com a Bolívia, onde o fluxo de turistas é bastante intenso diariamente.

Entenda o caso

O criminoso, que é do estado do Mato Grosso, já havia tentado aplicar o golpe em agências de Cuiabá (MT), Porto Velho e Nova Mamoré (RO) antes de tentar em Guajará-Mirim.

Ao perceber que os documentos eram falsos, a gerência do banco acionou a Polícia Militar (PM), mas o criminoso fugiu antes que a viatura chegasse ao local.

Durante a fuga, o estelionatária quebrou a porta e arrancou a placa traseira do carro para despistar os PMs, mas acabou sendo abordado e preso na BR Engenheiro Isaac Bennesby próximo ao prédio do Subgrupamento do Corpo de Bombeiros quando tentava sair da cidade junto com a esposa.

Segundo a Polícia Civil, o homem acabou sendo preso em flagrante e vai responder por estelionato e dano, já a mulher dele foi ouvida e liberada.

Atendimentos suspensos

Um dia após o estelionatário quebrar o vidro da porta giratória e fugir do banco, a agência suspendeu os atendimentos internos. Na quinta-feira (31) um comunicado aos clientes foi fixado ao lado da porta giratória dizendo que a agência está fechada por tempo indeterminado por questões de segurança.

Na manhã deste sábado (2) o G1 foi até a agência verificar o fluxo de clientes nos caixas eletrônicos.

O movimento nos caixas é grande, principalmente porque o início do mês é a época de pagamento dos salários de funcionários públicos e também de empresas privadas.

Um cliente que foi sacar o pagamento, e que preferiu não se identificar, disse que a interrupção dos atendimentos internos prejudica a população, pois alguns serviços mais complexos não podem ser feitos pelo autoatendimento nos caixas.

“Tem coisas que a gente só resolve lá dentro né, ai fica difícil. Eles (o banco) fecham e simplesmente não dão nenhum prazo para voltar ao atendimento normal, complicado isso. Tem câmeras e vigilantes no local, não entendo a alegação de falta de segurança”, comentou o trabalhador.

G1 tentou contato com a assessoria de comunicação do Banco do Brasil para saber se há alguma previsão de normalização dos atendimentos internos na agência do município, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

G1 RO/Júnior Freitas