Quarenta e oito horas, este foi o tempo percorrido pela Caravana de Jornalistas pela BR-319 entre as capitais Porto Velho (RO) e Manaus (AM). A exepdição pelos quase 900 quilômetros começou dia 11 de julho em Rondônia teve fim nesta quinta-feira (13), com a chegada da caravana ao Porto de Manaus.

No trajeto entre os dois estados, poeira, buracos, difícil escoamento de produtos, tráfego de caminhões pesados e obras na pista. A BR que foi inaugurada na década de 1970 ainda é sinônimo de discussão no cenário político administrativo.

O jipeiro e produtor rural Neuri Torres faz o percurso ao menos três vezes ao ano e pela primeira vez na época da seca. Segundo ele, em todas as vezes, há dificuldades para chegar a Manaus.

"Estamos muito confiantes que desta vez saia [o asfalto], porque é muito importante essa estrada pra gente, pois sem ela, fica muito difícil o escoamento do nosso produto. Sou produtor rural no Amazona também e por isso estou muito confiante para que arrumem a estrada, para enviar minha carne, meu peixe, já que não posso enviar pra Rondônia", declara.

Conforme André Marcílio, presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319, para que as obras de fato iniciem, é preciso que um estudo específico seja concluído. "O que falta hojé é o estudo de componente indígena, que o Dnit já providenciou. A partir disso a licença para a repavimentação da 319 deve ser liberado. É o que esperamos e pelo que vamos continuar lutando", diz.

Para o tenente coronel Fonseca, comandante do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) em Humaitá (AM), a repavimentação ajudará a população local.

"A 319 é uma das mais importantes da região e tem grande relevância logística principalmente para as plantações da região como a da castanha, do açaí, da banana e do peixe, além de chegar produtos para a população local. A estrada é tudo e sinal de desenvolvimento", conclui.

O CEO da Rede Amazônica, Phelippe Daou Júnior, fez menção ao sonho do pai, o fundador da empresa, Phellippe Daou, de ver a estrada arrumada. "Além de ser um sonho do meu pai pavimentar esta estrada, apoiamos que seja feito da melhor maneira possível para atender as demandas que temos hoje", declara.

Phelippe disse ainda sobre a ideia inicial da carava ser feita de jornalistas para ser isenta de intenções políticas, justamente para dar voz à população e efetivamente ajudar no desenvolvimento da região.

"A BR em boas condições vai ser essencial pro nosso desenvolvimento e promoverá a integração do Amazonas com o resto do país. Além disso, vai propor fazer com que Porto Velho seja por exemplo um grande centro de distribuição no que tange a nossa região, podendo permitir o escoamento dos produtos, pra gente fazer uma grande integração e a estrada ela é fundamental pra isso", diz.

Segundo o diretor das afiliadas da Rede Amazônica, Antônio Campanari, o objetivo foi alcançado. "Missão cumprida, quero dizer a todos os jornalistas que chegamos ao nosso objetivo. Mas nós não terminamos, apenas começou. A missão é smepre uma estrada que continua e cumprir esse trajeto é uma parte do pouco que podemos fazer pelo Brasil. Fomos bem recebidos pelo exército, pelo Almirante da Marinha, Suframa, Bombeiros e demais parceiros", finaliza.

Composta por mais de 20 carros e cerca de 50 pessoas, a caravana foi recepcionada pela população e por autoridades militares no pátio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) com apoio de parceiros da Rede Amazônica.

Fonte: G1 AM