O goleiro Ferreira, um dos grandes ídolos do Guajará, completou nesta temporada 18 anos como atleta profissional, tendo estreado como titular em 2000, ano em que o clube conquistou pela primeira e única vez na sua história o título do Campeonato Rondoniense. Hoje, com 39 anos, o defensor afirma não ter mais nada que provar a ninguém e se orgulha em ser um dos poucos jogadores amados pela torcida, que é muito exigente.

A carreira no futebol profissional aconteceu aos 21 anos em 1999, porém a chance de jogar veio no ano seguinte quando o então goleiro titular do Glorioso, Marcão, se machucou. Ferreira entrou na equipe durante a reta final do estadual e se firmou com grandes defesas, conquistando assim o título de 2000, feito que até hoje é festejado no clube.

Os 17 anos atuando como profissional significam muita coisa na vida de Ferreira. Ele diz que não tem mais nada que provar a ninguém e põe em dúvida sua permanência no GEC para o próximo ano.

– O jogador tem altos e baixos, nem Deus agradou a todo mundo, por que eu iria? Hoje sei que a torcida me respeita e sempre me apoiou, porque sabem que eu fiz o meu melhor sempre dentro de campo, todos me conhecem. Ano que vem não sei se jogo, pois vai depender de outros fatores, mas pretendo me preparar e se estiver em condições vou ajudar o clube novamente – comentou.

Durante a trajetória na carreira, o arqueiro relembrou os momentos mais marcantes que viveu sob a trave, um deles foi ter jogado com o próprio filho, o lateral esquerdo Jordan, em 2016 e 2017.

– Sem dúvida os três momentos que jamais vão sair da minha cabeça e que enquanto tiver vida vou lembrar são o título conquistado em 2000 na minha estreia como profissional e a participação na Copa do Brasil de 2001. Outro momento marcante e muito importante foi ter jogado com meu filho Jordan, de apenas 18 anos, isso sem dúvida foi algo sem explicação, fiquei bastante emocionado mesmo – conta.

Ferreira entrou para a história do Guajará por vários feitos. Além de ser o jogador que mais vezes defendeu o time no estadual, com 50 jogos. Além disso, o goleiro já ajudou o alvirrubro jogando em outras posições, sendo zagueiro, lateral e até atacante.

Na última partida do segundo turno deste ano, o goleiro saiu do banco de reservas e entrou de atacante no lugar de Victor Fernandes no segundo tempo. Naquela altura o GEC já perdia de 3 a 0 em pleno Estádio João Saldanha, mas na primeira vez que tocou na bola Ferreira fez o que ninguém acreditava: o gol.

Apesar do feito histórico, o placar terminou 4 a 1 para o Real Ariquemes, mas o gol jamais será apagado da memória dos torcedores e do próprio Ferreira.

– Eu sou pau para toda obra cara, jogo onde precisar, minha única função é ajudar o time. Não tem frescura comigo, eu sou um cara humilde e que sei minhas limitações, mas nunca deixei de fazer o máximo, por isso as pessoas me respeitam (torcida). Onde eu chego não sou cobrado pela má campanha, pois sabem do que sou capaz e sabem da minha história. O gol foi incrível, acho que nunca havia acontecido isso no estadual, eu fui o único goleiro a fazer isso, tem coisas que ficam para sempre, são imortais – encerrou.

GE RO/ Júnior Freitas