A nova Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename 2017) foi divulgada pelo Ministério da Saúde. A lista define os medicamentos que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS). A relação conta com 869 itens, uma ampliação de 27 itens em relação à edição de 2014. Além disso, a lista define a responsabilidade de aquisição e distribuição desses medicamentos entre estados, municípios e a União. O farmacêutico tecnologista do Ministério da Saúde, Evandro de Oliveira Lupatini, explica a importância da atualização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais.

 “A Rename segue essa orientação da Organização Mundial da Saúde, que sempre estabelece que os países devam ter uma relação de medicamentos para orientar e promover o acesso, e o uso seguro e racional dessas tecnologias. Essa lista tem que garantir que esses medicamentos sejam seguros e eficazes, que tenham uma boa relação de custo/efetividade, e que eles estejam realmente disponíveis nos serviços de saúde para atender a população”, explica Evandro

Dentre os novos medicamentos, destacam-se a inclusão do dolutegravir, que representa uma nova alternativa para o tratamento da infecção pelo HIV. Também houve a inclusão da rivastigmina como adesivo para a pele para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave no Alzheimer, uma opção terapêutica que poderá aumentar a adesão ao tratamento. A recomendação dos medicamentos foi realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Para mais informações acesse www.saude.gov.br.

Agência do Rádio/ Janary Damacena.