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Política

FARMÁCIA POPULAR: Ministério estabelece margem de 40% de lucro para credenciadas

FARMÁCIA POPULAR: Ministério estabelece margem de 40% de lucro para credenciadas

O Ministério da Saúde negocia com a indústria farmacêutica e o setor de drogarias para ampliar o acesso da população aos medicamentos do Programa Farmácia Popular. O governo observou que, em média, os valores pagos pelos produtos de asma, hipertensão e diabetes estão 30% acima dos praticados pelo mercado. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o objetivo é sensibilizar os parceiros para diminuir a diferença de custo. “Hoje, há uma tabela de alguns anos atrás que não foi atualizada. Portanto, medicamentos encareceram, outros reduziram muito de preço, e a tabela está desatualizada. Para equalizarmos isso, evitarmos que medicamentos de maior margem sejam ofertados em mais quantidade, nós queremos que a população receba aqueles medicamentos que estão definidos nas receitas. Isso vai acontecer com a equalização. Não importa o medicamento que a farmácia entregue. A margem que ela tem de resultado será de 40% já quitados o custo do medicamento na distribuidora e os impostos envolvidos”. Em uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, foi observado que os descontos estavam sendo realizados para os clientes individuais, porém, não para o Ministério da Saúde. Além de comprar em maior escala, o programa Farmácia Popular atrai 10 milhões de consumidores para dentro dos estabelecimentos comerciais. Quando os valores forem adequados, a estimativa de economia é de 750 milhões de reais. E esses recursos serão utilizados para ampliar o acesso a medicamentos e a serviços da rede pública. Agência do Rádio/Reportagem, Luiz Philipe Leite.
Alta carga tributária é empecilho para sobrevivência de empresas

Alta carga tributária é empecilho para sobrevivência de empresas

O Brasil registrou queda na abertura de novas empresas por dois anos seguidos. Dados do IBGE divulgados em outubro deste ano mostram que cerca de 38% das empresas sobrevivem após cinco anos de atividade. Das 733 mil empresas que nasceram em 2010, 551 mil sobreviveram até 2011. Até 2015, apenas 277 mil dessas empresas estavam ativas. A pesquisa também aponta que o número de funcionários pode influenciar nessa conta. Quanto mais pessoas trabalhando, maior a chance de sobrevivência da empresa no mercado. O que se registrou foi uma queda na permanência de empresas sem pessoal assalariado, com apenas 31,3% de sobrevivência em locais com esse perfil. Dos quase cinco milhões de empresas ativas em 2015, quatro milhões e duzentas mil sobreviveram em relação a 2014. A fisioterapeuta cearense e agora ocupante de uma cadeira na Câmara dos Deputados, Gorete Pereira (PR-CE), acredita que a alta tributação tem um grande peso nesses números. Para ela, o sistema é complexo e as empresas acabam não resistindo. “A carga tributária é muito alta. Mesmo que eles queiram e tenham boa vontade de pagar, não conseguem chegar até o fim.” O advogado especialista em direito tributário Erich Endrillo concorda que o sistema seja complexo. O Congresso Nacional vem discutindo uma proposta de reforma para simplificar o sistema e o advogado defende que isso seja feito o quanto antes. “Toda expectativa da nação gira em torno de haver um alento maior em relação à carga tributária que o brasileiro paga. Em tese, a proposta deveria ser direcionada para esse fim.” A carga tributária brasileira é a maior da América Latina, segundo informações da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A expectativa do governo é que a reforma seja votada ainda neste ano. Com a proposta, nove impostos seriam transformados em um, chamado IBS, Imposto sobre Operações de Bens e Serviços. Outro ponto da reforma é dar um peso maior aos impostos sobre a renda, e não sobre consumo, como é feito hoje. Agência do Rádio/ Jalila Arabi