Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitaram na tarde desta quarta-feira (13) o pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot em investigações relacionadas ao presidente Michel Temer. Elaborado pela defesa do presidente, o pedido alegava que o procurador agia com perseguição, como afirmou o advogado Antônio Claudio Mariz.

“Neste caso especifico do presidente da República, sua excelência agiu de forma a demonstrar a sua suspeição, absoluta ausência de imparcialidade.”

Como prova disso, os advogados de Temer indicaram como comprometedores as declarações de Janot em uma palestra, quando disse "Enquanto houver bambu, lá vai flecha".

Relator do caso, o ministro Edson Fachin avaliou que a frase não foi direcionada ao presidente Temer.

"Não é possível reconhecer a partir dessa afirmação inimizade capital entre procurador-geral da República e eminente presidente da República. A referência ali feita foi a quaisquer investigações de autoridade com prerrogativa de foro"

O voto de Fachin pela rejeição do pedido foi acompanhado pelos outros oito ministros presentes na sessão, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Membros do tribunal, os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes não participaram da votação.

Caso o STF aceitasse o pedido da defesa de Temer, Janot ficaria impedido de apresentar uma nova denúncia contra o presidente.

Agência do Rádio/De Brasília, João Paulo Machado