Ao Vivo
 
 
Siga ao vivo

Religião

Orientações da CNBB sobre as hóstias sem glúten

Orientações da CNBB sobre as hóstias sem glúten

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou suas “Orientações Pastorais sobre o acesso das pessoas celíacas à Comunhão Eucarística”. No texto, a CNBB afirma que é importante que bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística tenham conhecimento a respeito desta doença e tomem consciência dos cuidados que ela exige. E propõe oito orientações práticas dirigidas seja aos fiéis celíacos, seja aos celebrantes. Eis o texto integral: A doença celíaca é uma condição autoimune, desencadeada pelo consumo do glúten presente no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e em todos os derivados destes cereais. Ela pode se manifestar em qualquer fase da vida, afetando todo o corpo e, se não tratada, pode trazer consequências graves para a saúde das pessoas celíacas. Há formas dessa doença em que a pessoa é afetada até mesmo pela presença de traços de glúten ou até pelo simples contato com ele. Segundo as estatísticas, a cada 400 pessoas, uma é celíaca. Isto coloca um desafio particular para a comunhão eucarística segura dessas pessoas. A Congregação para a Doutrina da Fé deu orientações a esse respeito (cartas circulares aos presidentes das Conferências Episcopais – junho de 1995 e julho de 2003). De acordo com essas orientações, os Ordinários podem conceder aos presbíteros e aos leigos afetados pela doença celíaca a permissão de usar pão com pouca quantidade de glúten. A Congregação adverte, no entanto, que essa quantidade deve ser suficiente para a obtenção da panificação, não podendo ser acrescentada nenhuma matéria estranha à substância do pão. Estabelece ainda que, quando o fluxo celíaco é tal que impeça a comunhão sob a espécie do pão, mesmo parcialmente desprovido de glúten, o fiel leigo pode comungar somente sob a espécie do vinho. O presbítero que se encontrar nesta condição pode comungar somente sob a espécie do vinho quando participar em uma concelebração. É dever do Ordinário certificar-se de que o produto utilizado seja conforme a estas exigências. Esta licença pode ser dada para o período que durar a situação que motiva o pedido. Requer-se, portanto, uma organização litúrgica que inclua procedimentos adequados às necessidades das pessoas celíacas, para que elas não venham a sofrer discriminação e se sintam plenamente acolhidas e integradas na vida da Igreja. É importante que bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da comunhão eucarística tenham conhecimento a respeito desta doença e tomem consciência dos cuidados que ela exige. A fim de garantir a comunhão eucarística segura das pessoas celíacas é preciso atenção ainda ao risco de contaminação com traços de glúten nas partículas especiais e no vinho durante o armazenamento ou o manuseio. Em vista da atenção e dos cuidados necessários, recomendamos que: 1) as pessoas celíacas apresentem-se ao pároco, para que ele possa tomar as providências adequadas; 2) as pessoas celíacas tenham acesso às partículas especiais válidas para a comunhão; 3) o armazenamento dessas partículas, a preparação delas para a Santa Missa e a sua distribuição no momento da comunhão, sigam as regras de segurança para estes casos; 4) as tecas destinadas ao serviço da comunhão para as pessoas celíacas sejam reservadas para esse fim e conservadas em separado das demais; 5) haja cálices especiais para os que podem comungar somente na espécie do vinho; 6) os cálices e os sanguinhos usados para sua purificação sejam conservados em separado; 7) aos menores de dezoito anos e às pessoas que tenham restrição ao consumo do álcool, se disponibilize a comunhão com o uso do mosto (suco de uva fresco ou conservado com a fermentação suspensa); 8) seja dada preferência às pessoas celíacas para comungarem por primeiro em uma das filas de comunhão, e que elas mesmas peguem a partícula da teca reservada para elas. Seria ainda mais seguro se cada pessoa com essa condição de saúde tivesse sua própria teca ou pequeno cálice, conservado em sua casa e levado ao altar no momento da apresentação das oferendas. Recordamos que existem associações especializadas na produção de partículas com as características requeridas, algumas até as distribuem gratuitamente. O Papa Francisco nos recorda que “a comunidade cristã é chamada a se empenhar a fim de que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos” (Discurso – 11 de junho de 2016). Estamos convencidos de que a atenção às necessidades das pessoas celíacas e à sua plena participação sacramental contribuirá para o crescimento de toda a comunidade, pois a Igreja é uma comunidade eucarística. Confiamos o empenho de cada comunidade à materna proteção da Mãe de Jesus, a “mulher eucarística” (S. João Paulo II, encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 53). Dom Sergio da Rocha Arcebispo de Brasília Presidente da CNBB Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger Arcebispo de São Salvador da Bahia Vice-Presidente da CNBB Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília Secretário Geral da CNBB Fonte: News Va/(from Vatican Radio)
Papa: Pedro e Paulo sigilaram com o próprio sangue o testemunho de Cristo

Papa: Pedro e Paulo sigilaram com o próprio sangue o testemunho de Cristo

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, nesta quinta-feira (29/06), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, que no Brasil será celebrada no próximo domingo. Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice ressaltou que “os Padres da Igreja amavam comparar os Santos Apóstolos Pedro e Paulo a duas colunas, sobre as quais se apoia a construção visível da Igreja. Eles sigilaram com o próprio sangue o testemunho de Cristo com a pregação e o serviço à comunidade cristã nascente. Este testemunho é evidenciado nas leituras bíblicas da liturgia de hoje, que indicam o motivo pelo qual a sua fé, confessada e anunciada, foi coroada com a prova suprema do martírio.” Missão   O Livro dos Atos dos Apóstolos conta o evento da prisão e libertação de Pedro. "Ele experimentou a aversão ao Evangelho em Jerusalém onde foi preso por Herodes que tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, mas foi salvo de forma milagrosa e pode levar a termo a sua missão evangelizadora, primeiramente na Terra Santa e depois em Roma, dedicando todas as suas forças a serviço da comunidade cristã." Paulo também experimentou hostilidades e foi libertado pelo Senhor. Enviado por Jesus a várias cidades junto às populações pagãs, “ele encontrou resistências fortes da parte de seus correligionários e também da parte das autoridades civis. Escrevendo ao discípulo Timóteo, reflete sobre a própria vida, o percurso missionário e também sobre as perseguições sofridas por causa do Evangelho”. Provação   “Estas duas libertações, de Pedro e de Paulo, revelam o caminho comum dos dois Apóstolos que foram enviados por Jesus a anunciar o Evangelho em ambientes difíceis e em certos casos hostis. Ambos, com seus vidas pessoais e eclesiais, nos mostram e nos dizem, hoje, que o Senhor está sempre ao nosso lado, caminha conosco, nunca nos abandona. Especialmente no momento da provação, Deus nos estende a mão, nos ajuda e nos liberta das ameaças dos inimigos. Devemos nos lembrar que o nosso inimigo verdadeiro é o pecado, e o maligno nos empurra para isso.”  Segundo o Papa, “quando nos reconciliamos com Deus, especialmente no Sacramento da Penitência, recebemos a graça do perdão, somos libertados dos vínculos do mal e aliviados do peso de nossos erros. Assim, podemos continuar o nosso percurso de anunciadores alegres e testemunhas do Evangelho, mostrando que nós recebemos por primeiro a misericórdia”. “A nossa oração hoje à Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, é sobretudo pela Igreja que vive em Roma e por esta cidade que tem como padroeiros os Santos Pedro e Paulo. Que eles  obtenham para essa cidade o bem-estar espiritual e material. A bondade e a graça de Deus sustente todo o povo romano para que viva em fraternidade e concórdia, fazendo resplandecer a fé cristã, testemunhada com coragem pelos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.”  Pálios Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco recordou a missa celebrada na Basílica Vaticana: “Esta manhã, aqui na praça, celebrei a Eucaristia com os cinco cardeais criados no Consistório de ontem, e abençoei os Pálios dos Arcebispos Metropolitanos nomeados neste último ano, provenientes de vários países. Saúdo e agradeço a todos eles e também aqueles que os acompanharam nesta peregrinação. Eu os encorajei a prosseguir com alegria a sua missão a serviço do Evangelho, em comunhão com toda a Igreja. Nesta mesma celebração, acolhi com afeto os membros da delegação que veio a Roma, em nome do Patriarca Ecumênico, o querido irmão Bartolomeu. Essa presença é sinal dos laços fraternos existentes entre as nossas Igrejas.” A seguir, o Papa saudou as famílias, grupos paroquiais, associações e os fiéis provenientes da Itália e várias partes do mundo, sobretudo da Alemanha, Inglaterra, Bolívia, Indonésia e Catar. Saudou também os estudantes das escolas católicas de Salbris, na França, de Osijek, Croácia, e Londres.  Saudou também os fiéis de Roma na festa dos santos padroeiros da cidade. Para essa ocasião, foi promovida a tradicional festa dos tapetes florais, realizados por vários artistas e voluntários. O Papa agradeceu esta iniciativa e recordou a queima de fogos que se realizará, esta noite, na Piazza del Popolo. (MJ) Fonte: News.Va/(from Vatican Radio)