O Papa Francisco alertou  no Vaticano para uma religiosidade de aparência, lamentando que haja pessoas que vivem apenas “a correr atrás” de honras e títulos.

“Não devemos considerar-nos superiores aos outros, a modéstia é essencial para uma existência que quer estar conforme ao ensinamento de Jesus, o qual é manso e humilde de coração e veio não para ser servido, mas para servir”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação do ângelus.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco falou num “defeito frequente” em quem tem autoridade, seja civil, seja eclesiástica, que é exigir coisas aos outros, “ainda que justas”, que eles não colocam em prática.

“Esta atitude é um mau exercício da autoridade, que, pelo contrário, deveria ter a sua primeira força precisamente no bom exemplo”, precisou.

O Papa advertiu mesmo que a autoridade, se for mal exercida, se torna “opressiva, não deixa crescer as pessoas” e leva à corrupção.

O pontífice apelou a uma atitude “fraterna” na Igreja e na sociedade, partindo da convicção de que todos são “irmãos”.

Após a oração, Francisco recordou a beatificação, na Índia, da irmã Regina Maria Vattalil, religiosa das Clarissas Francicanas, “morta por causa da sua fé cristã em 1995”.

“A irmã Vattalil deu testemunho de Cristo no amor e na mansidão e une-se à longa fileira dos mártires do nosso tempo. Que o seu sacrifício seja semente de fé e de esperança, especialmente em terra indiana. Era tão boa que era chamada a irmã do sorriso”, referiu.

Agência Eclesia/OC