O mês vocacional nos provoca a refletir a importância da vocação, nos levando a descobrir nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. A partir do momento em que tomamos consciência, ela precisa nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz.

 Este ano a atividade proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Pastoral Vocacional Nacional tem como tema “A exemplo de Maria, discípulos missionários” e o lema “Eis-me aqui, faça-se”. A iniciativa busca motivar a oração pelas vocações nas comunidades, paróquias e dioceses, além de conscientizar adolescentes e jovens ao chamado de servir a Igreja.  

Para o Pároco da Catedral de Nossa Senhora do Seringueiro de Guajará-Mirim, Pe. Renato Mendes, a família tem um papel fundamental para o surgimento de todas as vocações,

“Hoje, a função vocacional dentro do campo familiar é tudo. Eu, sempre preguei nas homilias, precisamos entender que a melhor vocação, é a vocação de pai e mão, é daí que bebemos as outras vocações. Sem, o pai e mãe, os filhos, uma família embasada, entendida de fé, nós não teríamos vocação de padres, de catequistas, de leigos, de irmãs. Então, nós temos esse campo preenchido a partir do critério de família”, afirma Pe. Renato Mendes

Pe. Renato chama atenção para Semana Nacional da Família que será celebrada de 13 a 19 de agosto, terá como foco principal rezar pelas famílias, principalmente em relação ao novo conceito de família.

“O documento 100 da Igreja, traz a questão de Comunidade: comunidade uma nova paróquia, apresenta uma reflexão sobre esse novo conceito de família. O que fazer com esse novo conceito? Nesse aspecto, entra o processo de catequese, evangelização, para que essas pessoas não percam ao foco, mesmo não tendo os pai juntos, sendo criados pelos avós, tios, enfim órfãos, mas que não deixaram de ser família ou passou por uma base familiar que se formou de forma tradicional”, diz o pároco.

Atualmente, a Igreja de Guajará-Mirim tem trabalhado com grupo e ministérios jovens, tem vivido a questão vocacional através do Renascer, o Luau, DNJ, mas ainda é muito pouco,

“Vocacionalmente, tem trabalhado ainda muito pouco, não por falta de equipe, mas pela falta de interesse dos jovens nesse assunto. A juventude tem seu espaço na igreja, sua prioridade, é meta do plano diocesano, mas é uma preocupação por que o interesse e adequação desse projeto vocacional também parte de uma particularidade que muitos talvez não tenham, ou por falta de conhecimento ou por falta de interesse, não se sintam envolvidos com os temas da vocação, diz Pe. Renato.

Em agosto a Igreja celebra as vocações: sacerdotal, diaconal, familiar, religiosa, leiga e catequista. É um mês voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios, de forma a pedir a Deus para que todos os batizados “sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade” (João Paulo II).

Por que agosto é o mês vocacional?

Todo ano em agosto celebramos em nossas Igrejas o Mês Vocacional. Mas, você já parou para se perguntar por que temos essas comemorações no Brasil?

Em 1981, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como o Mês Vocacional. O objetivo principal era o de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional.

É por isso que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos.

Fonte: Rádio Educadora, Colaboração: Leonardo Biazus e Luis Guilherme Fagundes