O diácono é uma vocação ministerial para o serviço, seu nome vem do termo ‘diaconia’ que significa serviço. O ministério diaconal possui três dimensões: o serviço da Palavra de Deus, o serviço da Caridade e o serviço da Liturgia. 

O ministério diaconal vem crescendo nas comunidades à medida que é compreendido o seu valor e contribuição para uma Igreja cada vez mais servidora. O Documento de Puebla manifesta a missão confiada aos diáconos. 

“O diácono, colaborador do bispo e do presbítero, recebe uma graça sacramental própria. O carisma do diácono, sinal sacramental de Cristo-Servo, tem grande eficácia para a realização de uma Igreja servidora e pobre, que exerce sua função missionária com vistas à libertação integral do homem” (Puebla, 697). 

Os diáconos podem ser transitórios ou permanentes. O diaconato transitório é o primeiro grau do Sacramento da Ordem. Os diáconos transitórios permanecem por um período específico até completar sua formação e serem ordenados sacerdotes. O diácono permanente é a expressão do ministério ordenado colocado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos. 

O diácono permanente realiza atividades essenciais para a vida da Igreja. Eles podem administrar sacramentos (Batismo, Matrimônio e Eucaristia) e colaborar nas funções litúrgicas, como servir o altar, proclamar o Evangelho, convidar os fiéis para o abraço da paz e fazer a despedida da missa. 

O presidente da Comissão Nacional dos Diáconos, Zeno Konzen, é casado e pai, serve na Diocese de Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul. Para ele, o ministério do diácono “é uma graça permanecente para o resto da vida”. 

“Nós como diáconos, somos servidores, não estamos na linha de frente, mas estamos sempre atuando na retaguarda para que a Eucaristia celebrada no altar possa ser celebrada dignamente. O diácono, por viver no mundo laical, no mundo do trabalho, é como um elo entre o mundo e o sagrado”, completa. 

Em 2015 foi comemorado os 50 anos da restauração do Diaconato Permanente. 

A data lembrou que o ministério mesmo existindo desde os primórdios da Igreja, foi deixado de lado, existindo apenas o diaconato transitório. O Concílio Vaticano II trouxe novamente a relevância desse serviço para a Igreja. 

Para o diácono Zeno, o ministério do diácono é uma referência e um testemunho, justamente, por estar inserido na comunidade local. 

“É sempre muito importante nós olharmos hoje a realidade do diaconato. O diácono não é para substituir o padre e nem o bispo, ele tem a sua própria função, o seu próprio serviço, o seu próprio espaço na vida da comunidade, ao atender os doentes, ao visitar as casas, enfim, temos um campo vasto”. 

Para saber mais sobre o serviço prestado pelos diácono no Brasil visite o site da Comissão Nacional dos Diáconos. 

Fonte: A12/Elisangela Cavalheiro